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November 24, 2013 at 2:50pm
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um cavalo feiinho, porém simpático

um cavalo feiinho, porém simpático

October 20, 2013 at 1:35pm
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mariahcareygif:

A timeless classic that inspired millions around the world.

21 years of HERO.

October 18, 2013 at 3:15pm
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Contradições

[…] 

Dois jovens conversam:

A—Você não quer ser médico?

B—Por causa da profissão, os médicos estão sempre lidando com moribundos, e isso endurece as pessoas. Depois, com a institucionalização crescente, os médicos passam a representar em face do doente a empresa com sua hierarquia. Muitas vezes, ele se vie tentado a se apresentar como o administrador da morte. Ele se torna o agente da grande empresa em face dos consumidores. Quando se trata de automóveis, isso não é tão grave assim, mas quando os bens administrados são a vida e os consumidores são pessoas que sofrem, trata-se de uma situação em que não gostaria de me encontrar. A profissão do médico de família talvez fosse mais inofensiva, mas ela está em decadência.

A—Você acha que não deveria mais haver médicos e que deveríamos voltar aos charlatães?

B—Não disse isso. Só tenho horror de me tornar médico, e sobretudo um desses diretores-médicos com poder de comando sobre um hospital público. Apesar disso, acho que é melhor, naturalmente, que haja médicos e hospitais do que deixar os doentes morrer. Também não quero ser nenhum promotor público, mas acho que dar liberdade aos assaltantes seria um mal muito maior do que a existência dessa corporação que os põe na cadeia. A justiça é racional. Não sou contra a razão, só quero enxergar a forma que ela assumiu.

A—Você está se contradizendo. Você se aproveita o tempo todo dos serviços dos médicos e dos juízes. Você é tão culpado quanto eles próprios. Só que você não quer se dar ao trabalho de fazer o que os outros fazem por você. Sua própria existência pressupõe o princípio a que você gostaria de escapar.

B—Não nego isso, mas a contradição é necessária. Ela é uma resposta à contradição objetiva da sociedade. Quando a divisão do trabalho é tão diferenciada como hoje em dia, é possível que em dado lugar se manifeste um horror responsável pela culpabilidade de todos. Se esse horror se difundir, se pelo menos uma pequena parte da humanidade se tornar consciente dele, talvez os manicômio e as penitenciárias se tornem mais humanos e os tribunais acabem se tornando supérfluos. Mas não é absolutamente por isso que eu quero ser escritor. Eu só queria ver com maior clareza a situação terrível em que tudo se encontra hoje em dia.

A—Mas se todos pensassem como você, e ninguém quisesse sujar as mãos, então não haveria nem médicos nem juízes, e o mundo pareceria ainda mais horrível.

B—Mas é justamente isso que me parece questionável, pois, se todos pensassem como eu, espero, não apenas os remédios contra o mal iam diminuir, mas o próprio mal. A humanidade ainda tem outras possibilidades. Eu não sou a humanidade inteira e não posso simplesmente tomar o seu lugar em meus pensamentos. O preceito moral que diz que cada uma de minhas ações deveria poder ser tomada como uma máxima universal é muito problemático. Ele ignora a história. Por que minha aversão a ser médico deveria equivaler à opinião de que não deve haver médicos? Na verdade, há tantas pessoas aí que podem ser bons médicos e têm mais de uma chance de vir a ser médicos. Se eles se comportarem moralmente dentro dos limites traçados atualmente para sua profissão, terão minha admiração. Talvez cheguem mesmo a minorar o mal que descrevi pra você; talvez, ao contráio, agravem-no ainda mais, apesar de toda a sua competência técnica e toda a sua moralidade. Minha vida, tal como a imagino, meu horror e minha vontade de conhecer, parecem-me tão justificados como a própria profissão de médico, mesmo que eu não possa ajudar diretamente a ninguém.

A—Mas se você soubesse que você poderia, se estudasse para médico, vir a salvar a vida de uma pessoa amada, vida que ela perderia com toda a certeza, não fosse por você, você não se dedicaria imediatamente ao estudo da medicina?

B—Provavelmente, mas você mesmo está vendo que, com seu gosto por uma coerência inexorável, você acaba tendo de recorrer a um exemplo absurdo, enquanto eu, com minha teimosia sem nenhum sentido prático e com minhas contradições, não me afastei do bom-senso.

[…]

—Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, Dialética do esclarecimento (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor), p. 221–224.

October 17, 2013 at 6:44am
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contam que isto aconteceu
quando tom jobim levou joão gilberto
para cantar para um grupo de entendidos
em certo estúdio de gravação.
joão terminou de cantar
e foi aquele silêncio embaraçoso.
ninguém sabia o que dizer.
alguém murmurou ou comentou depois:
o tom disse que ia trazer um cantor e trouxe um
ventríloco.

— Augusto de Campos, “João Gilberto/Anton Webern”, Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Perspectiva, 2005. p. 326.

October 5, 2013 at 8:05pm
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agora dá pra ver bem que tá escrito “sta cecilia“ (em Estação Santa Cecília (Metrô))

agora dá pra ver bem que tá escrito “sta cecilia“ (em Estação Santa Cecília (Metrô))

October 1, 2013 at 2:35pm
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vocês também leem “sta cecília“ nos grafismos? (em Estação Santa Cecília (Metrô))

vocês também leem “sta cecília“ nos grafismos? (em Estação Santa Cecília (Metrô))

September 29, 2013 at 10:01pm
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September 8, 2013 at 3:17am
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September 7, 2013 at 10:17pm
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ME AGUARDANDOOOO
PÓ PARÁA

ME AGUARDANDOOOO

PÓ PARÁA

September 6, 2013 at 12:47pm
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Reblogged from dynamicdoll

dynamicdoll:

I found Robert Smith in my Japanese text book and I decided to give Robaato san a makeover.

(via lopsidedlife)